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Cegueira em cachorro: nossos amiguinhos também são atingidos

cegueira em cachorros

Animais de estimação estão sujeitos a sofrer diversos problemas de saúde que também afetam aos seres humanos, e a cegueira em cachorro não é diferente. Os problemas de visão podem surgir independente da idade do seu animal, apesar de serem mais comuns durante a velhice.

Quando diagnosticadas desde o início, muitas doenças oculares apresentam bons resultados ao tratamento. Por isso, é importante levar seu animal ao médico veterinário regularmente e, se necessário, buscar um oftalmologista canino. Até os 2 anos, a consulta deve acontecer ao menos uma vez, para descobrir se o cachorro possui alguma predisposição a problemas como catarata  ou glaucoma, e diminui o risco de complicações no futuro.

Saiba mais sobre as doenças mais comuns que afetam nossos amigos de quatro patas e como preveni-las:

Principais doenças oculares caninas

A cegueira em cachorros pode estar associada a diversos problemas de saúde, desde a hemoparasitose (doença do carrapato) até doenças oculares propriamente ditas. Entre as doenças oculares mais comuns, estão o glaucoma, a ceratite e a catarata em cães.

  • Glaucoma: é uma doença que causa o aumento da pressão intraocular e, aos poucos, vai causando a morte das células do nervo óptico e levando à cegueira. A idade contribui para o surgimento do problema, entre os 4 ou 5 anos dependendo do cachorro. Apesar de não ter cura, o glaucoma em cães pode ser controlado com aplicação intravenosa de um diurético, que facilita a drenagem do líquido acumulado dentro do globo ocular, aliviando a pressão. Além disso, colírios hipotensores deverão ser usados por toda a vida. Entre as raças mais afetadas estão cocker, sharpei, basset, basset hound, beagle, samoieda e husky.
  • Ceratite canina: é caracterizada por uma inflamação na córnea, que pode ser causada por um trauma, mau posicionamento dos cílios ou fragilidade ocular. A ceratite tem cura e seu tratamento é composto por antibióticos orais ou em forma de colírio, e o animal não pode coçar o local pois as bactérias das unhas agravam a lesão. As raças com maior risco são lhasa, shi-tzu e o buldogue: possuem olhos grandes e, como a região ocular é maior, as lágrimas evaporam rápido, diminuindo a proteção natural da região
  • Catarata: nos cachorros, a catarata chega tanto na juventude quanto na velhice. Ocorre quando o cristalino fica opaco e não permite que a luz chegue à retina. O tratamento mais eficaz é a cirurgia, pois retira o cristalino opaco. As raças mais afetadas pela catarata canina são poodle, cocker, schnauzer, yorkshire e lhasa.

Além disso, é importante ficar de olho aos cães com olhos esbugalhados, que são mais propensos a doenças na córnea. Algumas raças de porte grande, como o pastor alemão, também pode ter alterações na córnea por razões genéticas.

Como identificar problemas de visão no seu cachorro?

É muito importante observar alguns sintomas, como:

  • Alteração na coloração dos olhos;
  • Olhos vermelhos e irritados;
  • Secreção ou lacrimejamento;
  • Piscadas frequentes ou hábito de manter as pálpebras cerradas.

Nem sempre um cão cego vai possuir olhos esbranquiçados, e os primeiros sintomas são perceptíveis através do comportamento do animal. Os cachorros possuem uma ótima visão naturalmente, então se ele começar a trombar nos móveis em casa ou deixar de acompanhar a bolinha quando a mesma é jogada, algo não vai bem.

Segundo veterinários, os cachorros tendem a ficar mais quietos e com movimentos mais lentos que o habitual quando estão ficando cegos.

Formas de prevenção

No que diz respeito às doenças oculares mais comuns, elas estão associadas ao envelhecimento e não há um remédio ou atitude preventiva, como é o caso da catarata. A melhor forma é manter visitas regulares ao veterinário para identificar as possíveis doenças em estágio inicial e, se possível, revertê-las (como é o caso da ceratite canina).

Por isso, não deixe de cuidar do seu melhor amigo como ele merece!

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O artigo escrito por:

Profissional Técnica Óptica, é formada em Técnico Óptico no Senac Tiradentes e tem mais de 18 anos de experiência na área. Tem conhecimentos avançados sobre lentes de contato, podendo facilmente identificar, interpretar e aplicar tecnologias disponíveis para adaptação de lentes de contato.

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