Exames oculares

O que é o PVE (Potencial Visual Evocado) de Varredura?

Apesar do nome um pouco assustador, o PVE de Varredura é um exame oftalmológico que mede a acuidade visual – ou seja, a visão em detalhes. Seu nome completo é Potencial Visual Evocado, e este exame mede nossa atividade cerebral enquanto enxergamos,  sem a necessidade do paciente comunicar verbalmente sobre suas dificuldades de visão. 

Altamente especializado, ele é uma ferramenta muito útil para identificar várias doenças oculares, além de detectar e acompanhar pessoas que tenham baixa visão. 

Para quem é indicado?

O exame é indicado em casos de baixa acuidade visual, além de quadros com comprometimento neurológico, alterações nas estruturas oculares e para acompanhar o desenvolvimento da visão em bebês e crianças. Confira alguns exemplos abaixo:

Quando o oftalmologista solicita e como funciona o exame?

O médico oftalmologista pode realizar o pedido do PVE de Varredura a partir de um mês de idade, e não há um limite máximo para sua realização. O exame em si é similar ao eletroencefalograma (EEG), porém sua captação é específica da área visual do cérebro.

São fixados eletrodos na pele (na região da testa) e couro cabeludo (no topo e na parte de trás da cabeça), e o paciente é posicionado em frente a estímulos quadriculados ou listrados, apresentados em um monitor. Caso utilize óculos, deve utilizá-los durante o exame.

Uma das vantagens é que não há necessidade de dilatar as pupilas, nem sedação. Para pacientes com quadro convulsivo, indica-se o melhor controle das convulsões antes da realização do exame, se possível. Isso porque os estímulos visuais podem ser um gatilho para uma crise convulsiva. 

Em média, o exame dura cerca de 20 minutos e o resultado pode ficar pronto em até 5 dias úteis, dependendo da clínica onde foi realizado. 

Outras orientações:

  • Estar descansado;
  • Evitar uso de creme/gel de cabelo;
  • Não realizar procedimentos que dilatem as pupilas até um dia antes do exame;
  • Trazer óculos ou lentes de contato, caso faça uso dos mesmos – ainda que a receita não esteja atualizada;
  • Trazer exames complementares e a receita dos óculos;
Ouça o post

O artigo escrito por:

Profissional Técnica Óptica, é formada em Técnico Óptico no Senac Tiradentes e tem mais de 18 anos de experiência na área. Tem conhecimentos avançados sobre lentes de contato, podendo facilmente identificar, interpretar e aplicar tecnologias disponíveis para adaptação de lentes de contato.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.