Doenças Oculares

Como funciona a cirurgia de estrabismo?

Mais do que uma questão puramente estética, a cirurgia de estrabismo busca corrigir os músculos dos olhos para que o paciente tenha melhor qualidade de visão binocular. Podendo ter diferentes causas que vão desde um mau desenvolvimento e um grau muito forte de miopia até um AVC ou traumatismo craniano, o estrabismo faz com que um dos olhos se desvie da posição correta.

As cirurgias buscam reequilibrar os músculos oculares de forma que haja um realinhamento do globo ocular, podendo agir de duas formas: enfraquecendo os músculos a partir de suturas, ou aumentando a tensão muscular por reduzir o comprimento e a elasticidade.

 

Indicações

Não há um consenso médico quando o assunto é a cirurgia de estrabismo em crianças, mas o ideal é que se tente outros métodos antes, como o uso de tampão e óculos corretivos. Antes de realizar o procedimento, é importante fazer um acompanhamento e levar em consideração a idade e a capacidade visual. Os benefícios incluem além da melhora na qualidade de visão até um aumento na auto estima dos pacientes estrábicos.

 

Anestesia e duração

Geralmente realizadas com anestesia geral, que mantém o paciente desacordado durante todo o processo, as cirurgias de estrabismo também podem ocorrer com uma anestesia local, permitindo que o paciente ajude quando necessário, focando nos pontos solicitados para fazer um ajuste mais preciso da visão. O procedimento costuma ser rápido e leva cerca de uma hora.

 

A cirurgia é dolorida?

Como é feita enquanto o paciente está anestesiado, a cirurgia não dói e não incomoda.

 

Como funciona?

Primeiro, é feito um pequeno corte no tecido conjuntivo, e depois pode-se colocar o músculo mais para trás, para aliviar a tensão, ou retirar um pedaço dele, para que o olho seja puxado para o lugar certo.

 

Pós operatório e recuperação

Sensação de areia nos olhos, dor ao movê-los, irritação, lacrimejamento e ardência são sintomas comuns no pós operatório, principalmente por causa dos pontos, que costumam cair sozinhos ou serem absorvidos pelo próprio corpo depois de 20 dias. Para evitar desconfortos e complicações, são receitados analgésicos e antiinflamatórios.

O paciente deve ficar afastado de atividades como trabalho ou estudos por sete dias e utilizar uma proteção, mas a regeneração total dos tecidos costuma demorar cerca de 30 dias. Além de tomar os remédios e pingar os colírios receitados de forma correta, é importante evitar realizar esforço físico e nadar em mar ou piscina por pelo menos 20 dias. Vale lembrar que, apesar de enxergar, o paciente pode sentir a visão embaçada nos primeiros dias, o que é normal, uma vez que o cérebro e os olhos precisam se acostumar.

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